There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong
I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.
The I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted.
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted.
But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame
He slept a summer by my side.
He filled my days with endless wonder,
He took my childhood in his stride,
But he was gone when autumn came.
And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather.
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream
I dreamed.
Enquanto eu fico nessa ausência criativa, eu posto músicas mais que significativas.
domingo, 10 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Tolerância
Composição: Ana Carolina e Antônio Villeroy
Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo
O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento
Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente
Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero
Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero
É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo
E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Rs, e só espero que isso seja lido.
Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo
O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento
Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente
Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero
Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero
É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo
E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Rs, e só espero que isso seja lido.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Sere Nere

Acontece que não há e não haverá tempo, nem espaço. Pra certas coisas isso não funciona.
Combati o silêncio falando por cima dele. Amenizei a sua ausência só com meus braços, me abraçando, colando pela janela do carro, segurando meus cabelos e fechando os olhos. Me apoiando nas paredes... Braços e mãos. E mais você vai me querer e menos você me verá. E menos você vai me querer e mais estarei com você. E mais você vai me querer e menos você me verá. E menos você vai me querer e mais estarei com você.E mais estarei com você, com você, com você, como sombra. Como aquela tatuagem, mas no peito.
Eu juro.
(música mais meus sentimentos)
Relógio
Cheia de nós e nenhum desatado.
Tem aquele relógio que a gente não tira nem para tomar banho, nem para dormir... E quando o perde você leva seus olhos ao pulso como se o relógio ainda estivesse ali, mas não está. A diferença da sensação do relógio e da minha é que a minha queima no peito. Arde, machuca e não some com o tempo. Não há outro relógio que agrade, não existe relógios com uma linha dourada no meio, não há relógio que carregue uma mensagem de história. Não a relógios com palavras italianas nem com O Nome.
Não é como na última vez...
Tem aquele relógio que a gente não tira nem para tomar banho, nem para dormir... E quando o perde você leva seus olhos ao pulso como se o relógio ainda estivesse ali, mas não está. A diferença da sensação do relógio e da minha é que a minha queima no peito. Arde, machuca e não some com o tempo. Não há outro relógio que agrade, não existe relógios com uma linha dourada no meio, não há relógio que carregue uma mensagem de história. Não a relógios com palavras italianas nem com O Nome.
Não é como na última vez...
domingo, 26 de outubro de 2008
Verde ver.
Verde ver de perto,
o verde não está longe,
a gente toca.
Pra que azular?
Se o ver de perto vibra
e o verde é mais vibrante.
Verde esse caminhar,
ver de verdade,
verde ser... Verdecer.
A vida verdejar
ver desde já o olhar.
Ver de perto não vendar,
Verde vem me dar
Ver de olhar.
Meu.
Demorei, mas voltei.
o verde não está longe,
a gente toca.
Pra que azular?
Se o ver de perto vibra
e o verde é mais vibrante.
Verde esse caminhar,
ver de verdade,
verde ser... Verdecer.
A vida verdejar
ver desde já o olhar.
Ver de perto não vendar,
Verde vem me dar
Ver de olhar.
Meu.
Demorei, mas voltei.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Sofá Poético

Anseios... Os olhos e imaginário tendem a achar belas as coisas cheias de confeitos. Quando o encantador realmente está por dentro de todo aquele enfeite.
O sofá da sala era pequeno para a bagagem de sonhos que se deitava ali. Era pequeno para a bolsa jogada nele depois de um dia cansativo. Era pequeno para a pilha de livros nos quais era dedicada aquela atenção-desatenção diária. Mas mesmo sendo pequeno, era do tamanho perfeito. Sim, perfeito para os corações em paralelo, ora emaranhados, mas sempre buscando serem um só. No sofá não cabiam as risadas soltas por besteiras ou ações feitas, não cabia o nariz sujo de sorvete e as cócegas trocadas, as caras dengosas e maliciosas. Não havia vaga para as conversas cheias de importância, para as palavras de efeito, para todas as palavras. Não tinha espaço para o silêncio carinhoso, para o silêncio apaixonado, para o silêncio atencioso...Aquela cena caseira de pijamas e filme, ou jornal, passando na TV, aquela cena de cochilos e afagos. Tudo era tão grandioso e precioso que não cabia nem na sala, tomava espaço da varanda e das flores que estavam nela.
Marés de sensações tão perfeitas que o resto deixava até de ser resto para ser pó do pó. Nada de cenas do mocinho correndo pelas ruas para chegar na casa da mocinha antes que ela fosse embora com as malas. Nada de festas elegantes e o beijo na frente do chafariz. Nada de helicóptero fazendo chuva de rosas. O sol e a lua eram secundários. Chuva e vento só reafirmariam a beleza daquela naturalidade. O romance estava ali, a poesia estava ali, no sofá.
-Quero um conto "sofádiano"-
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