Por mais que eu saiba que não faz sentindo algum sentir certas coisas, quando eu escuto outras certas coisas, como nomes de pessoas,lugares, histórias...Bom, ainda me pesa, me flameja. Por mais que eu tente evitar, lute, tente arrancar... Não muda.
Esse estar perto-longe, só me incendeia mais e mais, deixando meu coração em pó. Então, mesmo com essa saudade esfomeada, mesmo com o estado de felicidade que eu atinjo com poucas palavras trocadas entre nós, esse misto de sensações não vai me fazer bem, não consigo digerir. Decido com nó na garganta e descompasso cardíaco que é melhor permanecer longe, até mesmo sem se comunicar...Não nego que isso me arde da mesma forma, que sinto falta até de trocar informações pequenas, que sinto falta de dividir minha vida, mas preciso esquecer por completo. Sem me ferir-alegrar com pequenos momentos presentes. Chama-se se amar. Eu sei que fiz uma promessa de guardar as lembranças materializadas, mas não posso e não consigo mais. Dever em esquecer, mas como se esquece de amar?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Adeus
Móveis Coloniais de Acaju
Quando eu vivo esse encontro,
Eu digo adeus
Refaço os meus planos
Pra rimar com os seus
Abandono o que é pronto
E digo adeus
Eu trago os meus sonhos
Pra somar aos seus
E toda vez que vier
Felicidade vai trazer
A cada vez que quiser
Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor
E toda vez que vier
Felicidade a mais
A cada vez que quiser
Basta a gente dizer
Só uma vez
Uma só voz
Quando eu vivo esse encontro,
Eu digo adeus
Refaço os meus planos
Pra rimar com os seus
Abandono o que é pronto
E digo adeus
Eu trago os meus sonhos
Pra somar aos seus
E toda vez que vier
Felicidade vai trazer
A cada vez que quiser
Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor
E toda vez que vier
Felicidade a mais
A cada vez que quiser
Basta a gente dizer
Só uma vez
Uma só voz
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Estranho
Estranho a maneira como minha certeza é incerta. Estranho minha constante incontância. Estranho... Estranho como ainda carrego o signo de cada segundo vivido, mesmo que eu insista em não querer. Estranho como me doma a ira,como ela aquece meu peito e como a mesma perde o fevor tão rápido, nem chega a glória. Estranho essa convivência entre meu egoísmo e minha compaixão, minha incondicionalidade sentimental. Estranho eu não saber combater isso, mesmo que tenha marcas da mesma batalha. Estranho estar cheia e vazia. Estranho eu não saber me defender da saudade. Estranho...Estranho esse repugnar e anseiar. Estranho como ganho e perco o ar. Mais estranho ainda é você ser a causa do meu falecimento e renascimento, como veneno que pode matar e que também pode curar... Mas na verdade, estranho seria se eu não te amasse.
I miss you.

Na foto, sorvete de pistache,um signo pra mim...
I miss you.

Na foto, sorvete de pistache,um signo pra mim...
terça-feira, 12 de maio de 2009
O meu Libertà.

O ponto é...Sinto falta de estar com ele pelo o que eu era com ele, eu era eu mesma. Sem sorrisos fingidos, sem gargalhada contida, sem postura pensada, sem fala articulada...Simplesmente eu. Sinto falta de ser eu. Sinto falta de ser o que eu era com você. Sinto falta de estar a vontade. Sinto falta do meu Libertà.
domingo, 10 de maio de 2009
I Dreamed A Dream (Les Miserables)
There was a time when men were kind
When their voices were soft
And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong
I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.
The I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted.
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted.
But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame
He slept a summer by my side.
He filled my days with endless wonder,
He took my childhood in his stride,
But he was gone when autumn came.
And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather.
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream
I dreamed.
Enquanto eu fico nessa ausência criativa, eu posto músicas mais que significativas.
When their voices were soft
And their words inviting.
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting.
There was a time ... then it all went wrong
I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.
The I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted.
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted.
But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame
He slept a summer by my side.
He filled my days with endless wonder,
He took my childhood in his stride,
But he was gone when autumn came.
And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather.
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream
I dreamed.
Enquanto eu fico nessa ausência criativa, eu posto músicas mais que significativas.
domingo, 3 de maio de 2009
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me
se o vento não traz nada
se o vento tudo arrasta
se na quietude do lago
repousaram a fúria
e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me
se te voltei a encontrar
de todas as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e se eras tu
quem eu via
na infinita dispersão do meu ser
se eras tu
que reunias pedaços do meu poema
reconstruindo
a folha rasgada
na minha mão descrente
Qualquer coisa
pergunta-me qualquer coisa
uma tolice
um mistério indecifrável
simplesmente
para que eu saiba
que queres ainda saber
para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
Mia Couto
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Tolerância
Composição: Ana Carolina e Antônio Villeroy
Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo
O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento
Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente
Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero
Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero
É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo
E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Rs, e só espero que isso seja lido.
Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo
O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento
Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente
Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero
Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero
É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo
E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar
Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar
Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei
Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar
Rs, e só espero que isso seja lido.
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